Como Kelly Ribeiro de Castro fez da gestão orçamentária uma ferramenta estratégica em operações no Brasil e em Moçambique

Em operações de grande porte, o orçamento deixou de representar apenas um instrumento de controle financeiro e passou a ocupar uma posição estratégica, conectando planejamento, análise de custos, contratos, equipes e decisões capazes de influenciar diretamente a eficiência das organizações, contexto em que profissionais com visão integrada da gestão passaram a assumir funções cada vez mais relevantes, entre eles Kelly Ribeiro de Castro, administradora que construiu uma trajetória marcada pelo crescimento profissional no Brasil e pela experiência internacional em Moçambique.

Formada em Administração, Kelly iniciou uma nova etapa de sua trajetória profissional como funcionária terceirizada em uma empresa de grande porte do setor de mineração no Brasil, onde o desempenho apresentado nessa primeira etapa abriu caminho para sua contratação direta e o início de uma jornada de 12 anos marcada pela ampliação gradual de responsabilidades e pela consolidação de uma atuação voltada à gestão administrativa e orçamentária.

“Comecei como terceirizada e fui construindo meu espaço por meio do trabalho, do comprometimento e da disposição para entender profundamente cada processo. Minha trajetória não aconteceu de forma imediata. Foi resultado de aprendizado contínuo e da confiança conquistada ao longo dos anos”, afirma Kelly.

Com a evolução da carreira, passou a assumir atividades ligadas à elaboração e ao controle de orçamentos, planejamento de custos, análise de viabilidade econômica, negociação de contratos e acompanhamento financeiro, além de responsabilidades relacionadas à gestão documental e patrimonial, à fiscalização de serviços contratados, ao suporte às auditorias e ao apoio às gerências na tomada de decisões estratégicas.

Mais do que acompanhar indicadores financeiros, Kelly precisava interpretar cenários, identificar riscos e transformar informações em uma base consistente para decisões relacionadas ao uso eficiente dos recursos da organização.

“Um orçamento não pode ser analisado de forma isolada. Ele precisa estar conectado à operação, aos contratos, às necessidades das equipes e aos objetivos da organização. Meu trabalho sempre foi transformar essas informações em uma base mais segura para a tomada de decisões”, explica.

Gestão estratégica em projetos de grande porte

A complexidade dos projetos exigia uma atuação capaz de integrar diferentes áreas, interesses e prazos, fazendo com que a administradora participasse da articulação entre equipes multidisciplinares e acompanhasse demandas administrativas, financeiras e contratuais que precisavam evoluir de forma coordenada para garantir o desempenho das operações.

Entre os principais desafios estavam o controle de custos em operações extensas, a organização de processos, a fiscalização das entregas contratadas e o planejamento de recursos em ambientes sujeitos a mudanças constantes, exigindo capacidade de adaptação e visão sistêmica.

Segundo a administradora, sua prioridade sempre foi antecipar riscos e buscar soluções capazes de manter a eficiência operacional sem comprometer a qualidade das entregas.

“Em projetos de grande porte, uma decisão administrativa pode afetar várias áreas ao mesmo tempo. Por isso, eu procurava compreender o processo como um todo, antecipar possíveis impactos e criar alternativas que garantissem eficiência sem comprometer a qualidade das entregas”, relata.

Essa capacidade de integrar planejamento, execução e controle financeiro fortaleceu os processos internos, contribuiu para iniciativas voltadas à redução de custos e foi reconhecida pela organização por meio de promoções, reajustes salariais e reconhecimentos por mérito, refletindo a confiança conquistada ao longo de sua trajetória.

A experiência profissional em Moçambique

A experiência acumulada no Brasil também proporcionou a Kelly uma vivência profissional em Moçambique, onde participou de atividades relacionadas à gestão administrativa e orçamentária, ao planejamento, ao controle de custos e ao acompanhamento de contratos em um ambiente marcado por desafios operacionais e culturais distintos daqueles que conhecia.

A vivência internacional ampliou sua percepção sobre os diferentes modelos de gestão e reforçou a importância da adaptação às características de cada contexto sem abrir mão dos princípios técnicos que orientam o planejamento e o controle financeiro.

“A experiência em Moçambique ampliou minha percepção sobre gestão. Os princípios de planejamento e controle permanecem importantes, mas é necessário compreender o contexto local, a dinâmica das equipes e as particularidades de cada operação”, afirma.

Para Kelly, a experiência entre Brasil e Moçambique reforçou a importância da flexibilidade profissional e da capacidade de adaptação, permitindo aplicar conhecimentos técnicos em uma realidade diferente sem perder de vista a integração entre planejamento, recursos e execução.

“A experiência mostrou que uma gestão eficiente depende tanto do conhecimento técnico quanto da capacidade de ouvir, observar e adaptar os processos. Não existe uma solução única para todos os ambientes”, acrescenta.

Sustentabilidade associada à gestão de recursos

Entre os projetos que marcaram sua carreira, um dos mais representativos foi a coordenação de uma iniciativa de reaproveitamento de materiais desenvolvida em parceria com uma associação, reunindo organização administrativa, utilização responsável de recursos e impacto social em uma mesma proposta.

A iniciativa permitiu dar uma nova destinação a materiais que poderiam ser descartados, contribuindo para uma lógica de reaproveitamento e para o fortalecimento das atividades da entidade parceira.

“Esse projeto foi especialmente marcante porque mostrou que a gestão de recursos pode produzir resultados que vão além da economia financeira. Quando existe planejamento, materiais que perderiam sua utilidade podem gerar novas oportunidades e beneficiar outras pessoas”, destaca Kelly.

A experiência consolidou uma visão profissional baseada na aproximação entre eficiência operacional e responsabilidade socioambiental, reforçando a compreensão de que a sustentabilidade pode fazer parte da estratégia de gestão e da otimização dos recursos disponíveis.

“É possível controlar custos, otimizar recursos e, ao mesmo tempo, gerar impacto social positivo. Esses objetivos não precisam competir entre si. Quando há organização e visão estratégica, eles podem se complementar”, afirma.

Kelly durante a sua trajetória nessa empresa, passou de uma posição terceirizada para funções de maior responsabilidade na gestão administrativa e orçamentária, realizando projetos de grande porte, tomando decisões gerenciais com várias ações voltadas à redução de custos e em paralelo ampliando sua experiência profissional para um contexto internacional.

Ao reunir experiência prática, visão estratégica e capacidade de adaptação em diferentes contextos operacionais, consolidou uma trajetória construída de forma consistente, demonstrando como a gestão administrativa e orçamentária pode deixar de ser apenas uma função de controle para se tornar uma ferramenta capaz de apoiar decisões, otimizar recursos e fortalecer o desempenho das organizações.

“Minha carreira foi construída passo a passo. Cada projeto trouxe um aprendizado diferente e reforçou minha convicção de que uma boa gestão não se limita a controlar recursos. Ela cria estrutura para que pessoas, processos e estratégias avancem na mesma direção”, conclui.

Por: Priscilla Moura

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